friday night

06Oct07

foto de marco monteiro, do flickr

e, de pára-quedas, caí no show de paula toller. intitulado “sónós”, o espetáculo de duas horas embala um público misturado, formado por órfãos do kid abelha e por coroas que aprenderam a curtir a fase solo da carioca, repleta de letras e melodias de fácil assimilação. e ela, do alto dos seus 45 anos de vida e 25 de carreira, sabe bem como agradar a todos: mistura as músicas do disco novo, como “meu amor se mudou pra lua”, a sucessos de antigamente, como “grand hotel” e “nada por mim”.

na platéia, casais acima de trinta dividem a promoção de vinho chileno + tábua de frios, a r$ 80. com suas câmeras de celular com menos de dois megapixels, tentam, a uma distância de 500 metros, fotografar um pontinho dourado no meio do palco.

pontinho dourado, aliás, que foi o grande tchan do show: o vestido absurdo de paula-eu-sei-que-eu-sou-bonita-e-gostosa-e-sento-no-piano-pra -você-ver-minhas-pernas-bem-torneadas. pena que num “ornô” com o sapato, pesado demais. num sei de quem era o vestido (é esse da foto aí em cima). segundo gê, tava na última edição da são paulo fashion week.

acompanhada por jam da silva (percussão e vocal), adal fonseca (bateria e percussão), jorge aílton (baixo e vocal), caio fonseca (piano, teclados, violão e vocal) e coringa (guitarra, violão, bandolim e vocal), paula domina o palco, com marcações ensaiadas e provocações idem. se esbalda de rir se ouve um “n-e-c-e-s-s-á-r-i-a” gritado por algum fã da platéia.

quando deixa de lado o ar sexy e sedutor e faz as vezes de mãe, parece atingir o melhor momento do show. “gabriel” e e “barcelona 16” têm aquela capacidade de emocionar até mesmo aquelas que nem de longe sabem o que é ser ter um filho.

quando inventa de prestar homenagens, paula também se sai bem. mistura rita lee (“saúde” ou “me cansei de lero-lero…”) e claudinho & buchecha (“só love), homenageia caetano e torquato neto com “mamãe coragem”, célebre na voz de gal, ataca de “1.800 colinas”, arrisca uma norah jones e cai na coreografia com carmen miranda, em “e o mundo não se acabou”, de assis valente.

show legal. não desperta grandes emoções, é verdade. paula é comedida, sua voz é quase sempre igual e as letras não são de querer sair cantando empolgadamente ou cortando os pulsos por aí. mas vale a pena assistir ao show se você ganhar um convite, principalmente pela banda que acompanha a moça, pela maturidade dela como compositora e cantora e pela antropologia, sempre ela, que nos faz perceber que em reduto de ex-abelhete, homem com mais de 35 cochila tanto que parece até ter problema nas pálpebras.

p.s.: o vestido é de carlos tufvesson, diz fabi!



4 Responses to “friday night”

  1. 1 mascomoeuiadizendo

    nem sabia disso aqui!!!
    :*****

  2. 2 ange-lá

    descobriu o estilista?

  3. 3 daniarrais

    tufvesssssssson!

  4. 4 daniarrais

    nine! =)


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